B1/B2 permite trabalhar nos Estados Unidos?
Não se deve tratar o visto B1/B2 como autorização geral de trabalho.
O Departamento de Estado deixa claro que o B-1 não é apropriado para quem pretende obter emprego e trabalhar nos Estados Unidos.
Essa diferença é fundamental.
Participar de uma reunião empresarial não é a mesma coisa que ser empregado de uma empresa americana.
Da mesma forma, participar de uma conferência não significa que o participante possa exercer qualquer atividade profissional remunerada no país.
Viagem de negócios x emprego
Pense em dois exemplos.
Exemplo 1: uma gerente brasileira viaja para os Estados Unidos para participar de uma reunião com uma empresa parceira.
Exemplo 2: uma profissional recebe uma oferta para trabalhar durante meses em uma empresa americana.
As situações são completamente diferentes.
No primeiro caso, pode existir uma finalidade compatível com uma visita de negócios.
No segundo, não se deve presumir que o visto americano B1/B2 seja apropriado.
Por isso, sempre que a atividade envolver trabalho, contratação ou prestação de serviços nos Estados Unidos, é necessário verificar a categoria de visto correspondente.
Qual visto devo solicitar: B-1, B-2 ou B-1/B-2?
A melhor resposta começa pela pergunta:
Qual é a finalidade real da minha viagem?
Se o objetivo é:
- Turismo ou visita, analise o B-2.
- Realizar atividades temporárias de negócios permitidas, analise o B-1.
Se a viagem combina negócios e turismo, o B-1/B-2 pode ser aplicável.
Essa lógica é mais segura do que simplesmente perguntar qual categoria oferece mais flexibilidade.
O viajante não deve escolher uma categoria com base apenas no que parece mais conveniente.
Faça este teste de finalidade
Pergunte:
Vou viajar para férias ou turismo?
Nesse caso, a finalidade está relacionada ao B-2.
Vou participar de reuniões, consultas, conferências ou negociações empresariais?
Nesse caso, a finalidade pode estar relacionada ao B-1.
Vou combinar negócios e turismo?
Nesse caso, o B-1/B-2 pode ser relevante.
Vou trabalhar ou ser empregado nos Estados Unidos?
Não presuma que B-1/B-2 seja adequado. Pesquise a categoria específica relacionada à atividade.
Esse pequeno teste pode ajudar a organizar o raciocínio antes de iniciar o processo.
Como uma secretária pode ajudar um executivo em uma viagem B1/B2?
Para uma secretária ou assistente executiva, compreender o visto B1/B2 também é uma questão de organização.
A profissional pode não ser a responsável pela decisão migratória. Entretanto, pode cuidar de uma grande parte da preparação operacional da viagem.
Isso inclui transformar a programação do executivo em uma agenda clara.
Antes da viagem
A assistente pode organizar:
- objetivo da viagem;
- datas;
- horários;
- reuniões;
- participantes;
- endereços;
- contatos;
- hospedagem;
- voos;
- transporte;
- conferências;
- documentos;
- informações importantes.
Também é útil separar os compromissos por finalidade.
Por exemplo:
Compromissos profissionais
- reunião com cliente;
- visita empresarial;
- conferência;
- negociação;
- encontro com parceiro.
Tempo pessoal
- passeio;
- restaurante;
- compras;
- visita turística;
- atividade de lazer.
Essa separação deixa a agenda mais fácil de consultar.
Para viagens que combinam negócios e turismo
Uma viagem com visto B1/B2 pode ter uma programação bastante intensa.
Imagine um executivo que chega em Miami na segunda-feira, participa de reuniões na terça e quarta, participa de uma conferência na quinta e fica até domingo para turismo.
A assistente pode organizar uma agenda cronológica com os compromissos profissionais e pessoais.
Além disso, pode deixar informações como endereço, horário, contato e transporte em um único documento.
Essa organização reduz o risco de confusão durante a viagem.
Qual é a validade do visto B1/B2 para brasileiros?
Esse é outro ponto que costuma gerar dúvidas.
Atualmente, a tabela de reciprocidade do Departamento de Estado indica, para brasileiros, B-1, B-2 e B-1/B-2 com múltiplas entradas e validade de 120 meses, ou seja, 10 anos, sem taxa de reciprocidade indicada.
Porém, existe uma diferença fundamental:
validade do visto não significa permanência autorizada nos Estados Unidos.
O prazo de validade indica por quanto tempo o visto pode ser utilizado para buscar entrada, conforme as condições aplicáveis.
Ele não significa que o viajante poderá permanecer no país durante dez anos.
Essa distinção é muito importante para evitar interpretações equivocadas sobre o visto B1/B2 para brasileiros.
Quanto custa o visto B1/B2?
A taxa de solicitação para vistos de não imigrante das categorias de visitante é atualmente de US$ 185. O Departamento de Estado informa esse valor para a solicitação de vistos B.
Esse valor corresponde à taxa de processamento da solicitação e não deve ser confundido com outros possíveis custos relacionados à viagem.
Além disso, valores e procedimentos podem mudar.
Por isso, antes de iniciar o processo, consulte as informações oficiais disponíveis para o local onde você fará a solicitação.
Atenção aos custos totais
O planejamento financeiro de uma viagem não deve considerar apenas a taxa do visto.
Também podem existir gastos com:
- passaporte;
- deslocamento;
- hospedagem;
- transporte;
- fotografia, quando aplicável;
- traduções ou documentos específicos, quando necessários;
- passagem aérea;
- seguro;
- alimentação.
Para uma viagem corporativa, ainda podem existir custos relacionados a eventos, reuniões e deslocamentos profissionais.
Assim, o visto americano B1/B2 é apenas uma parte do planejamento financeiro da viagem.
O que é importante organizar antes de solicitar?
A preparação começa muito antes da entrevista.
O Departamento de Estado indica, entre os documentos básicos para a solicitação de visto de visitante, passaporte, confirmação do DS-160, comprovante da taxa quando exigido e fotografia conforme as regras aplicáveis.
Além disso, documentos adicionais podem ser solicitados para demonstrar aspectos relacionados ao objetivo da viagem, intenção de deixar os Estados Unidos e capacidade de pagar os custos.
Isso não significa que exista uma pasta universal capaz de garantir aprovação.
O objetivo é estar preparado para apresentar informações verdadeiras e coerentes.
Revise o planejamento
Antes da entrevista, tenha clareza sobre:
- motivo da viagem;
- período pretendido;
- cidades que pretende visitar;
- hospedagem;
- quem pagará a viagem;
- atividade profissional;
- histórico de viagens;
- informações apresentadas no DS-160.
Quanto mais familiar o solicitante estiver com sua própria situação, mais fácil será responder de maneira objetiva.
O que levar em uma viagem corporativa?
Depois da aprovação, a organização continua.
Para uma viagem de negócios, a assistente pode criar uma pasta digital com:
- passaporte;
- informações do voo;
- hotel;
- agenda;
- endereços;
- contatos;
- convites para eventos, quando existirem;
- informações das reuniões;
- contratos ou documentos empresariais relevantes para a atividade;
- contatos de emergência.
A documentação deve ter finalidade prática.
Não é necessário transformar a viagem em uma grande coleção de papéis.
O mais importante é facilitar o acesso às informações necessárias.
Crie uma agenda executiva internacional
Uma boa agenda pode apresentar:
Dia 1 — Chegada
Horário do voo
Transfer
Hotel
Jantar
Dia 2 — Negócios
08h00 — Café da manhã
09h30 — Reunião
12h30 — Almoço
14h00 — Visita empresarial
18h00 — Retorno ao hotel
Dia 3 — Conferência
08h30 — Credenciamento
09h30 — Conferência
13h00 — Almoço
15h00 — Networking
Dia 4 — Turismo
Passeio
Restaurante
Tempo livre
Essa organização é especialmente útil quando a viagem combina atividades profissionais e pessoais.